Arco atualiza inspetores para padronizar procedimentos técnicos no país



A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) reuniu 68 inspetores em três dias de atualização técnica nacional voltada à padronização dos procedimentos adotados pelos profissionais nos diferentes estados do país. A programação, encerrada na última sexta-feira (14), alcançou mais de 90% dos técnicos atualmente credenciados pela entidade.

Os participantes foram divididos em três grupos de estados, permitindo tratar situações encontradas em diferentes regiões e alinhar os critérios utilizados no atendimento aos criadores. A programação teve representantes de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal.

A atualização concentrou parte das discussões nos procedimentos realizados nas propriedades e no envio das informações para a Arco. “A proposta foi balizar o trabalho para que todos atuem de forma homogênea, independentemente da região. Tratamos do que o inspetor pode e deve fazer no campo, das informações que precisam ser encaminhadas à Arco e da forma como esse material deve chegar”, afirmou a superintendente de Registro da Arco, Magali Moura.

Outro eixo da programação tratou das exposições homologadas pela entidade, especialmente dos procedimentos de admissão dos animais. Nessas mostras, o responsável pela admissão precisa ser inspetor técnico credenciado pela Arco, o que levou a atualização a abordar critérios e situações que podem surgir durante esse trabalho.

Magali explicou que a divisão dos grupos também abriu espaço para dúvidas e troca de experiências entre técnicos de diferentes regiões. “Temos realidades distintas nos estados, mas o serviço precisa seguir o mesmo padrão. A participação foi muito grande, houve bastante interação e conseguimos discutir situações práticas que aparecem no dia a dia dos inspetores”, relatou.

A programação também discutiu os limites de atuação dos profissionais, as responsabilidades relacionadas ao registro genealógico e os procedimentos necessários diante de diferentes ocorrências verificadas no campo. A proposta foi reduzir diferenças de interpretação e estabelecer uma referência comum para os técnicos que executam os serviços vinculados à Arco. A entidade ainda avalia realizar uma próxima atualização em formato presencial, possibilidade discutida durante os encontros.

O presidente da Arco, Edemundo Gressler, ressaltou que a atualização também permitiu ouvir os profissionais diante das diferentes realidades encontradas no país. “A diretoria e a superintendência entendem a importância do trabalho dos inspetores técnicos e o quanto o Brasil é diverso. Conhecer essas realidades e ouvir os profissionais para alinhar ações e estratégias são ferramentas necessárias. Foram três dias de muita troca e trabalho”, afirmou.

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